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Por que 18 de Brumário?

arquivado em: pensamentos em voz alta  

Depois de muito pesquisar Depois de prestar atenção nas aulas de História do Brasil, descobri que o alistamente militar acontece obrigatoriamente desde a… Ahn… maldita Guerra do Paraguai por malditos motivos econômicos, que causaram malditas conseqüências não só no Paraguai, mas também no Brasil. Entre elas, a que me atinge, o alistamento.

Daí, ainda ontem pensando e lembrando das aulas de Geografia/Geopolítica, lembrei de números bastante persuasivos, os quais por si só questionam o por quê de o Brasil insistir em ter um Exército.

O Brasil, de acordo com minhas fontes confiáveis até que truquem, tem um efetivo de 100 mil homens nas Forças Armadas. Um número grande até, porém extremamente pequeno quando comparado a efetivo de outros países como EUA, que só perdem para a China — a qual possui o maior do mundo, se não me engano, 900 mil. Dito isso, boralá, se alguém um dia resolver bater de frente com o Brasil, a superpotência bélica de sucatas, a gente vai colocar os soldadinhos na frente e pronto? Porque a não ser que comecemos a extrair urânio do Norte do país e jogar na cabeça do inimgo, armas não temos quase nada.

Então, pensando em outra possibilidade: se as FARCs juntassem ao Sendero Luminoso, aos traficantes dos morros do Rio, ao MST e  ao PSTU era bem provável que só faltava escolher qual ideologia seria a do Brasil: anarquismo, socialismo lenista, stalinista ou maoísta.

Haha. Mas isso no mundo das minhas idéias esquisitas.

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Postado em 04/09/08 // 3 comentários >>>>


18 de Brumário

arquivado em: estórias&histórias  

Fazer 18 anos já  não é novidade para ninguém, uma vez que a diversão que há nos 18, a de ser preso, foi trasnferida aos 16; porém, neste mesmo ano, há o temido, odiado e destruidor de vidas e moral: alistamento militar, isso para os homens (aliás, seres humanos do sexo masculino). Pois é, o alistamento que todo mundo faz o favor de criar uma total mistificação em cima, o favor de contar como era na sua época, o que teve que passar quando no alistamento e o quão perto passou de ser chamado. 

militar

Assim eu vou fácil, meu bem.

2008, o ano em que eu desde o começo já ouvia estórias&histórias sobre o alistamento, pois é o ano em que me alistei. E como bom procrastinador, deixei para o penúltimo dia, porque o último ia estar cheio e preciso "evitar a fadiga". Então, no dia 30 de abril, eu estava na Junta Militar ao sol do meio-dia, rezando para não pegar Exército, enquanto nêgo rezava para ser convocado.

Eu já tive contato com esse ufanismo antes, porque fiz prova para oficial do Exército (QUÊ? — eu certamente perguntaria no seu lugar). A minha motivação era bem divergente da maioria dos que também fizeram prova: oficial do Exército R$3.000,00 mensais depositados na conta; enquanto que para soldado há os R$300,00. Proporcionalidade de 1/10 que pouco faz de diferença para aqueles que sentem o dever para com a Nação chamando e quer por tudo servir. Entretanto,  será mesmo que é ufanismo — ou é o ufanismo que cega — as pessoas que vêem seu dever para com a Nação na instituição das forças armadas, quando nem a função de cidadão elas cumprem? É muito contraditório quando essas pessoas, assim como muitas outras, até exercem o voto como se fosse uma escolha arbitrária sem eficácia alguma e sentem o higher call. Coisa que não entendo bem, ou seja, ou são doidos, ou retardados, numa visão simplificada.

E lá no sol quente, minha experiência com o alistamento não foi nada parecida com a dos meus compatriotas, os quais fizeram o favor de me encher com estórias legais. Fui lá, alistei, voltei hoje e fui dispensado. O máximo de que tive que enfrentar foi o "véizim" (carinhosamente apelidado) mal-humorado e uma senhora com voz própria de funcionária pública: "Paga na lotérica, volta com um foto 3×4 pra pegar o certificado".  São outros tempos, não?

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Postado em 03/09/08 // 2 comentários >>>>


De uma cornidão constante

arquivado em: do cenário  

Numa dessas festinhas familiares, que eu tanto aprecio, tinha um cara lá com um violão e um repertório gigante de músicas boas, como insistia meu pai em dizer. Óbvio, as músicas faziam parte da sorte de músicas sertanejas adoradas pelos mineiros. Todas melosas, chatas e que me dão um puta sono e asco de nêgo que canta avidamente junto a quem toca.

Sério mesmo: todas as músicas à capella que ele cantou foram sobre o recorrente amor sofrido e a cornidão profunda.

Putaquepariu, mas será que é difícil ouvir músicas as quais fujam um pouco à temática de amor e cornidão constante do sertanejo-pagode-forró (há ainda internacionais incluídas aqui)? E ainda: será difícil ouvir músicas que as letras possuam nexo e metáforas não massificadamente consagradas? Não estou dizendo: pare de ouvir músicas que falem de amor. No entanto, é cansativo ouvir a mesma música com troca de palavaras sinônimos e ritmos pouco variáveis de uma mesma temática.

Não sei é a falta de interpretação das letras ou a falta de senso crítico que afirmam esse gosto por essas músicas, mas que é certo que há temáticas mais originais; mesmo que seja sobre a efemeridade dos relacionamentos modernos, que já é uma visão diferente da consagrada.

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Postado em 24/08/08 // 7 comentários >>>>


Certeza mais incerta

arquivado em: do cenário  

Para num deixar isso aqui (mais) parado, boralá dar continuidade ao assunto do último post, o qual num sai da minha cabeça já há mais de duas semanas: que profissão escolher?

O peso dessa escolha recai sobre as pessoas, parece-me, desde o ínicio do colegial. Lembro nitidamente dos professores perguntando no primeiro, e enfadonho, dia de aula qual profissão, nome e idade (não necessariamente nessa ordem).

Logo, eu comecei a me preocupar com esse assunto cedo por influência, também, da minha irmã e sua indecisão de sempre com o vestibular. Então, lá pela segunda série do Ensino Médio, fiz um daqueles acompanhamentos psicológicos para descobrir o que eu, supostamente, serviria para fazer. Daí, por me interessar por escrita já na época, me interessei por Comunicação. E, até janeiro desse ano, tinha certeza de queria ainda fazer Comunicação, mesmo porque já tava com um pé dentro da universidade por passar na primeira fase do vestibular (a segunda fase termina em janeiro). Porém, seilá por quê, por onde começar a explicar, mas eu não queria, não tinha mais certeza de que Comunicação seria ideal. Talvez por estar interessado mais em atividades efetivamente participativas que só efetuar o serviço de robô de informativo. Sei que a profissão de comunicólogo num é só uma, que há uma enorme quantidade de possibilidades, mas num é o ideal.

A partir desse pensamento, pensei em prestar vestibular para vários outros cursos, como Letras, Design (*), Ciências Sociais, Geografia, tudo na área de Humanas, Lingüistica e Artes. É claro pra mim que num quero fazer nada em Exatas ou Biomédicas; o que já é algo, pois é certo o que não quero, diminuindo possibilidades infinitas de cursos. Porque, mesmo que num achem possível, há pessoas que ficam em dúvida entre cursos como Administração e Enfermagem e coisas paradoxas assim.

No entanto, apesar de todo o idealismo da faculdade, vou prestar para Comunicação. Por quê? Vou ver lá ter certeza se é bom ou não. Se vou passar, também é outra incerteza, que tento resolver estudando e deixando o blog do jeito que vocês têm visto nos últimos dias.

Mas e você: como escolheu a faculdade que faz/fará e, conseqüentemente, a sua profissão?

(*) Vou prestar para Design na universidade do estado, ainda.

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Postado em 14/08/08 // 17 comentários >>>>


Plus quinze por cento

arquivado em: do cenário  

Já há anos, Brasil afora, as universidades públicas possuem cotas e benefícios para diversos grupos de pessoas, a fim de inserir esses à margem da universidade na vida acadêmica e, assim, tentar construir uma sociedade melhor, por assim dizer. O resultado disso, como já é senso comum, é péssimo, pois ao favorecer negros, por exemplo, aqueles que possuem maior poder aquisitivo e, logo, maior acesso a informação serão os que terão melhores notas e entrarão na universidade; além daqueles que sempre arranjam um jeito de entrar no sistema de cotas, quando não o merecem.

Pois bem, a UFMG, daqui pertinho da minha casa, que abre as inscrições semana que vem (e o fato do desespero em que me encontro a ponto de escrever isso, deve ser relevado), esse ano foi obrigada a incluir em seu processo seletivo algum modo de favorecimento aos academicamente desfavorecidos. E, diferentemente das outras universidades, as quais adotaram o sistema de cotas sem pesquisar o perfil da sociedade acadêmica, a UFMG analisou e constatou que a universidade não carece de alunos negros e sim de alunos de escola pública (novidade: os socialmente desfavorecidos), onde é o foco central do problema da educação. Eu, como desde sempre, estudante de escola pública posso atestar com veemência que o problema é um buraco enorme — e olhe que o colégio em que estudei é até melhorzinho que escolas públicas regulares, por estar sob a gestão da Polícia Militar.

Então, a UFMG, esse ano, incluiu no seu vestibular, ao invés das costas, bônus para alunos de escolas públicas e para negros e pardos. Claro, há condições: os alunos de escola pública devem ter estudado desde a 5ª série do Ensino Fundamental para ter 10% de bônus; e quem se autodeclare negro ou pardo (e só aqueles já benfeciados como alunos de escola pública) acrescenta-se 5%, somando 15% de bônus nas notas de 1ª e 2ª Etapa cada.

É óbvio que não incentivo, de forma alguma, essa medida paliativa do governo de transportar o problema de haver grupos excluídos da vida acadêmica para as universidades (o que é a conseqüência), quando a causa é o ensino público (segunda novidade: no Brasil, gostamos de trabalhar com as conseqüências, elas dão maior lucro); mas dos males o menor. A UFMG pelo menos abordou, no seu sistema de bônus, a raiz do problema e não transformou esse sistema em um agravante futuro, que de novo, na história do BR, só sucateia as universidades públicas.

Anexos:
- Haverá cotas na UFMG?;
- UFMG descarta cotas para negros.

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Postado em 05/08/08 // 18 comentários >>>>


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Léo Ruas estudante- vestibulando, residente de Beagá. >>>>

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